O mistério eterno do Universo é a sua compreensão.”
(ALBERT EISTEIN)

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terça-feira, 5 de agosto de 2014


O olho deve ser algo semelhante ao sol,
Senão a luz solar não poderia ser vista,
O poder do próprio Deus deve estar dentro de nós
De que outro modo as coisas divinas poderiam nos deliciar?”



(Johan Wolfgang GOETHE)   

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

“Por essa razão, em uma situação de tempo bom,
Ainda que estejamos muito longe da costa,
Nossas almas enxergam o mar imortal
Que nos trouxe aqui
E pode em um instante nos levar para lá,
E veem as crianças brincando na praia,
E ouvem as águas poderosas ondulando para sempre.”

(William Wordsworth, “INTIMATIONS OF IMORTALITY”)


quarta-feira, 27 de novembro de 2013

“Ouço além do alcance da audição
Vejo além do alcance da visão,
Novas terras e céus e mares por toda parte,
E em meu meio-dia o sol torna pálida sua luz.”



(HENRY DAVID THREAU, “Inspiration”)

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

“Enviei minha alma através do Invisível,
para que ela escrevesse uma carta da vida além da outra vida:
E logo minha Alma voltou a mim;
E respondeu: “Eu mesma sou o Céu e o Inferno.”


(OMAR KHAYYAMÁN – “The Rubaiját”)

terça-feira, 29 de outubro de 2013

"As leis da Natureza e da História..."

S As leis da Natureza e da História se completam e afirmam na sua unidade imponente. Uma lei circular preside à evolução dos seres e das coisas, rege a marcha dos séculos e das Humanidades. Cada destino gravita num circulo imenso, cada vida descreve uma órbita. Toda a ascensão humana divide-se em ciclos, em espirais que se vão amplificando, de modo a tomar um sentido cada vez mais universal.
          Assim como a Natureza se renova sem cessar em suas ressurreições, desde as metamorfoses dos insetos até o nascimento e a morte dos mundos, assim também as coletividades humanas nascem, desenvolvem-se e morrem nas suas formas sucessivas, mas não morrem senão para renascer e crescer perfeições, em instituições, artes e ciências, cultos e doutrinas.
          Nas horas de crise e desvario, surgem enviados que vêm restabelecer as verdades obscurecidas e encaminhar a Humanidade. E, não obstante a emigração das melhores almas para as esferas superiores, as civilizações terrestres se vão regenerando e as sociedades envolvem. A despeito dos males inerentes ao nosso Planeta, a despeito das múltiplas necessidades que no oprimem, o testemunho dos séculos diz-nos que, em sua ascensão secular, as inteligências se apuram, os corações se tornam mais sensíveis, a Humanidade, no seu conjunto, sobe devagar; a contar de hoje ela aspira à paz na solidariedade.


 (LEÓN DENIS -“O PROBLEMA DO SER, DO DESTINO E DA DOR”)


sábado, 26 de outubro de 2013

“Estarei contando isso com um suspiro,
Em algum lugar daqui a muitas eras:
Duas estradas se bifurcam numa floresta, eu
Escolhi a estrada menos percorrida,
E isso fez toda a diferença.”


(ROBERTO FROST)

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Da montanha que recebeu o nome do Conquistador, o Grande Pássaro alçará voo; um Homem a cavalgar o Grande Cisne, a encher o Universo de espanto, a encher todos os livros com o seu nome imortal. E possa cobrir-se de eterna glória o ninho onde nasceu.”


(dos cadernos de LEONARDO DA VINCI)

domingo, 22 de setembro de 2013

Em uma noite clara...

“Em uma noite clara, com o céu límpido e tranquilo, eu olho para as estrelas, lá longe no infinito, iluminando os abismos da noite...
       São milhões de mundos, onde talvez outros seres estejam, neste mesmo instante, olhando para os céus, a sonhar com estrelas...
       Sinto, então, dentro de meu coração uma nostalgia, que não consigo explicar... Sinto saudade de casa do meu lar entre as estrelas...
       Porque meu corpo foi formado lá longe, entre os astros do céu. Os átomos que formam meu corpo formam meu corpo foram forjados no coração de estrelas que já não existem mais...
       Em minha pequenez e insignificância eu faço parte do grande esquema cósmico, e participo de sua evolução...
       Estrelas morreram para que pudesse existir. “Sou irmão de planetas e de sóis.”


(do livro “A ERA DE AQUARIUS” – de Ari Médice Arduíno)


sábado, 21 de setembro de 2013

Eles constroem a si mesmos através dos pensamentos que escolhem e encorajam.
    esta mente é o tecelão-mestre, que tece o traje.
    interior do caráter e a vestimenta exterior.
    das circunstâncias, e que, assim com o talvez
    até agora as tenha tecido em ignorância e dor,
    agora talvez o faça iluminados e felizes.”

(James Alen)


sexta-feira, 6 de setembro de 2013

"Um Mestre que nos fala"


“O GRANDE AMOR É FILHO DO GRANDE UNIVERSO”, ensinava Leonardo Da Vinci. “PARA AMAR MAIS É PRECISO CONHECER MAIS”.

       E o homem só conhece mais o Universo que procura amar, à medida que conhece seu próprio interior, quando procura escutar a voz que se manifesta em seu próprio coração...

       No grande jardim interior, no jardim de nosso coração, há um Mestre que nos fala. Procuremos ouvi-lo. Deixemos que a grande Presença, a Presença Divina em nosso coração, possa se fazer ouvir. A grande Presença jamais é muda.

       E desçamos até o fundo de nós mesmos, para escutar a voz de Deus, do nosso Deus Interior, do Mestre. E então, constataremos que esta voz é a nossa própria voz”.

 

(Do livro “A ERA DE AQUARIUS” – de Ari Médice Arduíno)


 

segunda-feira, 2 de setembro de 2013


É dentro de nós que devemos olhar o exterior... Inclinando-nos sobre este poço, o nosso espírito, avistamos a uma distância de abismo, em estreito círculo, o mundo imenso.”
(VICTOR HUGO – escritor francês)

domingo, 25 de agosto de 2013

“Tu te defines a ti próprio”


 

       “Não te dei uma face, nem um lugar que te seja próprio nem dom algum que te faça particular, ó Homem, a fim de que tua face, teu lugar e teus dons, tu os conquistes e possuas por ti mesmo.

       A Natureza de outras espécies eu tornei definida por leis próprias.

Mas tu, a que nada delimita, por teu próprio arbítrio, entre as mãos daquele que te colocou, tu te defines a ti próprio.

       Eu te pus no mundo a fim de que possas melhor contemplar o que contém no mundo. Não te fiz terrestre nem celeste, mortal ou imortal, a fim de que possas tu mesmo, livremente, à maneira de um bom pintor ou um hábil escultor, descobrir a tua própria forma...”

 

(PICO DELLA MIRANDOLA)

 

 

 

 

 

 

“Quem de três milênios, não é capaz de se dar conta
 Vive na ignorância, na sombra,
  A mercê dos dias, do tempo.”

 GOETHE, (JOHANN WOLFGANG)- |1749-1832|

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

"O ser em seu eterno movimento e progresso"




 “O ser, em seu eterno movimento e progresso, expandiu-se. Inúmeras tornaram-se suas formas e complexa sua natureza”.



       “A complexidade da evolução do ser deu origem à densidade. E a densidade produziu o calor da luz. Então, surgiram os seres viventes.”

       Com a vida, veio a sensibilidade do ser, transformando-se na magnificência do eu.

       Na consciência humana foram refletidas as glórias do Universo. Em sua profundeza o ser tomou forma sensível e a mente lhe conferiu amplitude:

       (Consciência de sua própria personalidade, de sua própria consciência. Um ser com capacidade de reflexão – o Homem)

       Então a luz brilhou, pois reflete pela primeira vez a sua própria natureza.

 

(DO LIVRO “A ERA DE AQUARIUS” de Ari Médice Arduíno)
 
 

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

A filosofia mãe de Lao-Tsé


A filosofia mãe de Lao-tsé

            Confúcio assinalava frequentemente que os seus ensinamentos não eram novos e que se baseavam em grande parte no Livro das Mutações. Seu contemporâneo Lao-tsé, fundador do taoísmo, também empregou a noção de equilíbrio cósmico entre yin e yang. Porém, enquanto Confúcio se inclinava mais para a direita, recomendando uma forma suave de patriarcado impregnado de autodisciplina, de etiqueta e hierarquia, o posicionamento de Lao-tsé era o mais liberal. Suas concepções sobre o mundo e sobre o papel que nele desempenhamos são narradas em seu livro Tao-te King (O livro do sentido da vida). Este contém apenas oitenta e um versos breves, e mesmo assim é um dos livros mais conhecidos da literatura mundial. Cada verso está cheio de observações profundas, e diz – se que o próprio Confúcio podia avaliar apenas parte da sabedoria contida no Tao – te King. O famoso sinólogo Joseph Needham o chamou de a mais profunda e bela obra da literatura chinesa.

 

            O nome que pode ser pronunciado não é o verdadeiro nome.

          A Verdade que pode ser descrita com palavras não é a verdade eterna.

          Não podemos descrever o começo do Céu e da Terra.

          As coisas relativas não podem ser definidas com palavras, qualquer descrição é mera comparação.

          Quem compreender isso também compreenderá que o que é relativo forma uma Unidade com o Ser Absoluto de Tudo.

          Quando reconhecemos uma coisa como bela, desta forma já achamos a outra feia ou má.

          Quando consideramos fácil uma coisa, já definimos a outra como difícil.

          O Alto e o Profundo são dois aspectos da mesma Harmonia.

          Portanto, o Sábio age com mansidão e orienta com palavras suaves. Ele age em uníssono com as leis naturais e oculta o seu eu.

 

            Visto de fora, o Tao parece vazio e, no entanto, está repleto de energia inesgotável. Essa energia está à disposição dos que lhe compreendem a essência.

            O Tao aponta o caminho e destrói a confusão interior e exterior. Ele não tem começo nem fim.

            Lao-tsé deu o nome provisório de Tao à força cósmica original, que significa algo como “Caminho” e sugere movimento de seres e ocorrências através do tempo e do espaço. O Tao desenvolve-se de si mesmo, ordena a si mesmo e transforma-se incessantemente segundo leis eternas. É o fundamento de todas as coisas no céu e na terra. Sua força materna tem uma influência suave no curso das coisas, sem, entretanto governar abertamente: “... É a mãe inconcebível, a raiz do Tao”. Ao traduzirmos literalmente do chinês os símbolos gráficos do sexto verso, obteremos mais ou menos o seguinte significado: “A vaca (o elemento feminino) misteriosa é imortal, sobre ela repousam o céu e a terra. Semelhante à nuvem, é isenta de forma, está incessantemente em mutação.”

            Segundo Lao-tsé, a nossa meta deveria ser viver em sintonia com essa força. Devemos ser modestos, suaves e adaptáveis. Aquele que se intromete com violência no curso natural das coisas prejudica a si mesmo e causa o caos. Nossos pensamentos devem aproximar-se da realidade e ser flexíveis e, se preciso, nossas opiniões devem mudar tanto quanto a temperatura. Devemos nos sentir fortes por meio do nosso contato com o Tao e, no entanto, mostrar-nos exteriormente fracos i insignificantes. A mania de buscar o poder, a posse e a fama não traz felicidade, pois essas coisas dependem da boa vontade de terceiros.

            No âmbito social, o governo deve intrometer-se o menos possível. Todos temos o desejo inato de ser bons e honestos, e um modo de vida simples e inocente desperta essas virtudes. Um bom governo influencia imperceptivelmente a sociedade, ao influenciar o desenvolvimento em seus primeiros estágios, em vez de usar a violência mais tarde. Todos os esforços de impor a ordem por meio de leis, policiais e guerras trazem apenas ainda mais desordens e sofrimentos.

            Se, ao contrário, a sociedade se harmonizar com o Tao, os interesses dos indivíduos somam-se aos da comunidade. Os dirigentes hábeis formulam as suas ordens de modo a que elas concordem com a natureza humana, e, ao evitarem a ostentação e a pompa, dão um bom exemplo. Os dirigentes não deveriam esquecer-se de que devem a sua posição ao povo e que são um produto da sociedade. Deveriam preservar um sentimento de versatilidade, e atender à voz do povo. Grandes problemas são muitas vezes consequência de conflitos insignificantes que a princípio foram desatendidos ou silenciados. Governantes hábeis alcançam o sucesso por cuidarem conscientemente de todos os detalhes, enquanto os dirigentes fortes e autoritários ocasionam conflitos e catástrofes pelo seu modo de proceder. A distribuição de renda da população deveria ser feita com muita justiça, porá não suscitar invejas nem induzir as pessoas ao roubo.

            Em cada página do Tao-te-King podemos descobrir uma alusão ao suave modo de vida yin, ou ao elemento yin da ordem social ou cósmica. Talvez isso esteja interligado com a própria vida de Lao-tsé. Segundo tradições chinesas, ele nasceu em 604 a. C., e era filho de um camponês. Demonstrou grande interesse pela filosofia e pelos textos antigos em sua juventude. Mais tarde tornou-se arquivista na corte de um príncipe, onde teve um vislumbre da vida palaciana e da política. As intrigas, extravagâncias e futilidades logo o enojaram, e ele sentia saudades da vida natural.

            Podemos inferir que, entre os antigos textos, ele tenha encontrado algumas referências a culturas e costumes antigos que se aproximavam do modelo matriarcal sugerido no seu livro. Arqueólogos e historiadores da atualidade comprovam a existência dessas sociedades pacíficas da Terra.

            Lao-tsé fala dos seus antecessores, os quais conheciam o caminho correto e viviam em sintonia com o Tao. Viviam de modo simples, não precisavam de um governo dispendioso e dispunham de poucas armas. Não nutriam grandes ambições e é provável que não tivessem o progresso técnico em alta conta. Ao que tudo indica, essas culturas foram repelidas no decorrer dos séculos por patriarcados guerreiros, do mesmo modo como as culturas pré-histórias yin na Europa foram repelidas nossa atual cultura yang. Muito poucas descrições das antigas culturas e costumes foram preservadas, e no Tao-te-Kung temos talvez o seu exemplo mais puro e abrangente. Os ensinamentos dos essênios, traduzidos por B. Szekely, cujas raízes remontam à Ásia Central, transmitiam ensinamentos semelhantes. Estes, por Sua vez, ingressaram no Novo Testamento através da conexão de Jesus com os essênios.

            O nome Lao-tsé é um título de nobreza cujo significado é “O Velho” ou “Criança Sábia”, pois seu verdadeiro nome é Li Pe-jang. Conta-se que Lao-tsé abandonou sua terra natal em idade avançada. Ao chegar à fronteira, um guarda pediu-lhe para deixar algumas palavras sábias para seus conterrâneos. Ele realizou esse desejo escrevendo, num só dia, a mais bela e profunda obra da literatura, o Tao-te-King. Depois disso, ele se recolheu à sua tão amada solidão e nunca mais foi visto.

(Do Livro: YIN YANG – POLARIDADE E HARMONIA EM NOSSA VIDA De CRHISTOPHER MARKERT)