O mistério eterno do Universo é a sua compreensão.”
(ALBERT EISTEIN)

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quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Cidadão Universal

Cidadão Universal

        “O cidadão Universal é o ser humano que tem compaixão e respeito por toda a humanidade, por qualquer religião, ponto de vista político, nacionalidade, raça, sexo, credo ou cor de pele.
          Um cidadão universal se relaciona com respeito com todas as religiões e todas as práticas espirituais, sem achar que nenhuma delas é o único caminho possível.
          O criador reconhece a beleza que existe na verdade e sabe que todas as práticas espirituais contém verdades.
          O Cidadão Universal não discute semântica nem dogma, não deprecia as convicções dos outros nem menospreza suas práticas religiosas.
          O Cidadão Universal honra os caminhos de todos os seres e permite que explorem a vida a sua própria maneira, sem críticas e impedimentos.
          O Cidadão Universal vive segundo o credo da vida, unidade e igualdade para todos os seres humanos, por toda a eternidade.

(Autor Desconhecido)
         


          

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Cosmologia


          O Cosmos foi descoberto somente ontem. Por um milhão de anos era claro para todos que não havia outros locais senão a Terra. Então no último décimo por cento da duração da vida da nossa espécie, no instante entre Aristarco e nós, relutantemente notamos que não somos o centro e o propósito do Universo, mas vivemos em um mundo diminuto e frágil perdido na imensidão e eternidade, impelido em um grande oceano cósmico salpicado aqui e ali com cem bilhões de galáxias e um bilhão de trilhão de estrelas. Bravamente testamos as águas e descobrimos que o oceano era como queríamos, consoante com a nossa natureza. Algo em nós reconhece o Cosmos como o lar. Somos feitos de cinza estelar. Nossa origem e evolução está ligada a eventos cósmicos distantes. A exploração do Cosmos é uma viagem de autodescoberta.
          Como os antigos fazedores de mitos sabiam, somos crianças igualmente do céu e da Terra. Em nosso título de posse neste planeta acumulamos uma bagagem evolucionária perigosa, propensões hereditárias para a agressão e o ritual, submissão aos líderes e hostilidade aos estranhos, que colocam nossa sobrevivência em questão. Mas também adquirimos compaixão pelos outros, amor pelas nossas crianças, um desejo para aprender através da história, e uma grande inteligência impetuosa e desmedida – as ferramentas óbvias para a continuação da nossa sobrevivência e prosperidade. Quais os aspectos da nossa natureza que prevalecerão não sabemos, particularmente quando nossa visão, compreensão e perspectivas estão limitadas exclusivamente à Terra, ou pior, a uma pequena parte dela. Mas lá em cima, na imensidão do Cosmos, uma perspectiva inescapável nos espera. Não há ainda sinais óbvios de inteligência extraterrestre, e isto nos faz ter curiosidade em saber se as civilizações como a nossa sempre correm de modo implacável e imprudente para a autodestruição. As fronteiras nacionais não são evidentes quando vemos a Terra do espaço. Chauvinismos fanáticos nacionais, religiosos ou étnicos são um pouco difíceis de serem mantidos quando vemos nosso planeta como um frágil e pálido crescente azul, tornando-se um ponto imperceptível de luz contra o baluarte e a cidadela de estrelas. Viajar é ampliar.
          O custo das maiores aventuras no espaço – bases permanentes na Lua ou a exploração de Marte pelo homem, por exemplo – é tão grande que elas não serão, penso eu, consideradas em um futuro próximo, a menos que haja progressos dramáticos no desarmamento nuclear e “convencional”. Mesmo assim, existem provavelmente necessidades mais prementes aqui na Terra. Mas não tenho dúvidas de que, se evitarmos a autodestruição, mais cedo ou mais tarde executaremos estas missões. É quase impossível manter uma sociedade estática. Há um tipo de interesse múltiplo psicológico: mesmo uma pequena tendência ao cerceamento, uma saída para o Cosmos, somou em muitas gerações um declínio significativo. E inversamente, mesmo uma ligeira inclinação a aventuras além da Terra – o que podemos chamar, depois de Colombo, “o empreendimento das estrelas” – montou por muitas gerações a importância da presença humana em outros mundos, sem júbilo em nossa participação no Cosmos.
          Há 3.6 milhões de anos, no que agora é chamado de norte da Tanzânia, um vulcão entrou em erupção; a nuvem de cinzas resultante cobriu as savanas adjacentes. Em 1979 a paleontóloga Mary Leakey descobriu nestas cinzas petrificadas as pegadas, acredita ela, do primeiro hominídeo, talvez um ancestral de todas as pessoas da Terra de hoje. E a 380.000 km de distância, em um local plano e seco, a que seres humanos em um momento de otimismo chamaram de Mar da Tranquilidade, há uma outra pegada, deixada pelo primeiro ser humano a andar em outro mundo. Fomos longe em 3,6 milhões de anos, e em 4,6 e em 15 bilhões de anos.
          Somos a personificação local de um Cosmos que cresceu pelo autoconhecimento. Começamos a contemplar nossas origens: material estelar meditando sobre estrelas; assembleias organizadas de dezenas de bilhões de bilhões de bilhões de átomos considerando a evolução dos átomos, traçando a longa jornada através da qual, pelo menos aqui, a consciência surgiu. Nossas lealdades são para com a espécie e com o planeta. Nós respondemos pela Terra. Nossa obrigação quanto à sobrevivência é devida não somente a nós mesmos, mas também a esse Cosmos, antigo e vasto, do qual surgimos.




(Carl Sagan – “Cosmos” )

sábado, 10 de agosto de 2013

A Pulsação dos Astros

         "Sabemos hoje que todos os corpos celestes são construídos com os mesmos elementos e sujeito às mesmas leis físicas. Os exames de meteoros vindos de distantes nebulosas, bem como as análises de luz de outros astros têm provado esse fato. (...)
               Todos os corpos celestes vivos do Universo pulsam. É um pulsar rítmico que se repete em determinados intervalos de tempo. Estrelas de rádio, transformadores estelares e outros astros dessa espécie têm, naturalmente, “uma pulsação” muito mais forte, do que corpos celestes comuns. (...)
               Os poderosos corpos celestes emitem também sinais. São geralmente sinais ligados a alterações e, sua própria estrutura. Durante longa duração de vida, os corpos celestes renovam-se e alteram-se muitas vezes.
               Renovações e transformações ocorrem também em estrelas comuns. Contudo, os sinais e isso ligado pouco provavelmente poderão ser constatados.
               Cada corpo celeste emite, no entanto, durante sua existência, alguns sinais característicos. Isto, contudo, acontece apenas uma única vez. Esses sinais especiais assemelham-se ao ruído de milhões de sirenes de alarme que emitem uma mensagem ora mais forte ora mais fraca...
               Tais espécies de sons são ouvidos apenas quando um corpo celeste alcança o ponto em que começa o processo de esfriamento, isso é, a desintegração. Anunciam a morte e o afastamento da “alma estelar”.
               O Universo todo soa e brame! Os corpos celestes em rotação e translação em suas órbitas provocam um sonante bramido que não tem semelhança com nada aqui na Terra. Também as irradiações não seguem sem ruído pelo Universo! Principalmente as irradiações de rádio e as dos “transformadores” sobrepujam com seu zunido e bramido estrondeante todos os demais ruídos. Os sois e as irradiações que partem deles emitem melodias que se unem, tinindo, ao coro dos astros. Mesmo cada aurora tem suas melodias...
               Todo o Universo soa e vibra! A força criadora da vida impele e impulsiona, sem parar, em direção a novas formações e ao crescimento! Poderoso e perfeito, além de qualquer imaginação humana, é o ritmo segundo o qual os astros, desde o início, se formam, se movimentam, crescem, se renovam e perecem no Universo... sobre isso apenas se pode dizer:
               - “As obras incompreensivelmente grandiosas que trazem o selo da Vontade do Todo – poderoso Criador, são maravilhosas como no primeiro dia!”.


(Do livro: OS PRIMEIROS SERES HUMANOS de Roselis Von Sass)