Não Queira Ser Especial
"Se uma pessoa se aceitar tal como é e usar as suas capacidades para desenvolver a criatividade - e todas as pessoas nascem com certas capacidades, determinados talentos e alguma criatividade será imensamente feliz apesar de não ser ninguém. Um indivíduo não tem de ser forçosamente feliz só porque se converteu no homem mais rico ou no homem mais poderoso do mundo. Estas são as noções infantis do homem primitivo, um fardo que temos carregado até aos dias de hoje.
Eu gostava de lhe pedir: abandone as palavras «aceitação total». Substitua-as por palavras simples e sinta-se alegre interiormente. No momento em que se alegrar em si mesmo, toda a existência se alegra em si. Terá, então, alcançado a sintonia com a dança harmoniosa que acontece ao seu redor.
Só o homem se desfez em pedaços, e o motivo por que se desfez tem que ver com o facto de querer ser especial. Se quiser ser especial, terá de aceitar algum tipo de loucura."
Osho, in 'Acreditar no Impossível'
“O mistério eterno do Universo é a sua compreensão.”
(ALBERT EISTEIN)
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sábado, 3 de junho de 2017
quinta-feira, 25 de maio de 2017
Insiste na preservação da tua saúde./Joanna de Ângelis
Insiste na preservação da tua saúde./Joanna de Ângelis
"Muitas enfermidades têm origem no temperamento desajustado, nas emoções em desalinho, em influências espirituais negativas.
A ansiedade, o medo, o pessimismo, a ira, o ciúme, o ódio, são responsáveis por males que ainda não se encontram catalogados, prejudicando a saúde física, emocional e mental.
Esforça-te por permanecer em paz, cultivando os pensamentos bons, que te propiciarão inestimáveis benefícios.
Conforme preferires mentalmente, assim te será a existência."
Livro: Vida Feliz - LXXXVI
Divaldo Franco/Joanna de Ângelis
"Muitas enfermidades têm origem no temperamento desajustado, nas emoções em desalinho, em influências espirituais negativas.
A ansiedade, o medo, o pessimismo, a ira, o ciúme, o ódio, são responsáveis por males que ainda não se encontram catalogados, prejudicando a saúde física, emocional e mental.
Esforça-te por permanecer em paz, cultivando os pensamentos bons, que te propiciarão inestimáveis benefícios.
Conforme preferires mentalmente, assim te será a existência."
Livro: Vida Feliz - LXXXVI
Divaldo Franco/Joanna de Ângelis
quinta-feira, 27 de abril de 2017
A Liberdade (de Paramahansa Yogananda)
A LIBERDADE
"- Liberdade significa a capacidade de agir guiado pela alma, e não compelido por desejos e hábitos. Obedecer ao ego leva à escravidão; obedecer à alma leva a libertação.
- Até você agir, você é livre, mas depois que agiu, o efeito da ação o perseguirá, quer queira ou não. Essa é a lei do karma. Você é uma pessoa que pode agir com liberdade, mas quando realiza determinado ato, deverá colher os frutos desse ato.
- A libertação do homem pode ser definitiva e imediata, se ele assim o quiser; não depende de vitórias externas, mas internas.
- O caminho que leva à libertação é o caminho do serviço, ajudando os outros. O caminho para a felicidade é o caminho da meditação e da sintonia com Deus. Derrube as limitações que seu ego lhe impõe; livre-se do egoísmo; liberte-se da consciência do corpo; esqueça-se de si mesmo; ponha fim a esta cadeia de encarnações; embeba o seu coração em tudo, seja uno com toda criação.
- Você nem sabe quão privilegiado é por ter nascido na forma de um ser humano. Nisso você é mais abençoado do que qualquer outro ser vivente. O animal não é capaz de meditar e comungar com Deus. Você tem a liberdade de procurar o Senhor e não a utiliza.
- A alma está presa ao corpo por uma corrente de desejos, tentações, problemas e preocupações, mas está sempre tentando libertar-se. Se você ficar puxando essa corrente que o prende à consciência mortal, qualquer dia a invisível Mão Divina intervirá, partirá os grilhões e você estará livre.
- Poder fazer de tudo o que se queira não é o verdadeiro sentido da liberdade de ação. Você deve examinar até que ponto é livre e até que ponto está sendo influenciado pelos maus hábitos. Ser bom porque isto se tornou um hábito, também não é liberdade. Sentir uma tentação não é pecado, mas ser capaz de resistir e vencer a tentação é força. Isto é liberdade, porque você está agindo por livre vontade e livre escolha.
- Quando pelo discernimento e ação correta o homem torra todas as sementes das más tendências acumuladas na mente, cada célula microscópica do cérebro torna-se um trono para um brilhante rei de sabedoria, inspiração e saúde, que canta e proclama a glória de Deus para as células inteligentes do corpo. Os homens que alcançaram este estado são realmente livres. Estes seres liberados não serão tocados pelo karma nas futuras encarnações. Quando reencarnam, fazem-no exclusivamente para enxugar as lágrimas daqueles que ainda estão presos ao karma. Estes mestres liberados estão aureolados por uma invisível luz curativa. Eles espargem, por onde passam, a luz da prosperidade e da saúde.
- Swami Sri Yukteswar disse a Paramahansa Yogananda: "liberdade da vontade não consiste em praticar ações de acordo com os ditames de hábitos pré-natais ou pós-natais, nem de acordo com os caprichos da mente. Ter uma vontade livre é agir de acordo com as sugestões da sabedoria e da livre-escolha. Se você sintonizar sua vontade com a minha (a vontade guiada pela sabedoria do guru), você achará a liberdade."
- Resolva que você não será mais afetado pelos problemas; que não será mais tão sensível; que não será mais vítima de hábitos e humores; resolva que você será livre como um pássaro.
- Você não poderá ser livre enquanto não queimar as sementes das más ações passadas no fogo da sabedoria e no fogo da meditação."
(Paramahansa Yogananda)
quinta-feira, 30 de março de 2017
Prevenções (de Emmanuel)
PREVENÇÕES
«No capítulo dos sofrimentos voluntários, se somássemos os problemas, conflitos, obstáculos e tribulações decorrentes da prevenção que alimentamos habitualmente contra aquilo que os nossos irmãos estejam pensando ou poderiam pensar, decerto que chegaríamos a conclusões espantosas acerca de aflição desnecessária e tempo perdido
Oponhamos o bem ao mal e deixemos aos outros a faculdade de serem eles mesmos.
Esse amigo ter-nos-á omitido o nome para determinada manifestação de alegria...
Outro companheiro nos haverá negado a saudação que lhe endereçamos com frase amistosa...
Pessoa querida passou indiferentemente por nós com o semblante carregado de preocupação ou azedume...
Certo colega terá erguido demasiadamente a voz, ferindo-os a sensibilidade, por bagatelas...
E caímos nos excessos de imaginação, fantasiando ofensas que não existem.
Aprendamos a considerar quem tanto quanto nos acontece, os outros também podem sofrer lapsos da memória, contrariedades imanifestas, inquietações e doenças. E lembremo-nos: toda vez que descambamos para semelhantes desequilíbrios, somos igualmente capazes de esquecer ou ferir, sem participação de nossa vontade.
Evitemos a prevenção no cotidiano, a fim de que a nossa vida encontre o máximo de rendimento no bem.
Confiança em Deus. Consciência tranqüila. Dever cumprido. Trabalho à frente. E, fazendo todo o bem que se nos faça possível, por todos os modos justos, em todas as ocasiões, com todos os recursos ao nosso alcance e para com todas as criaturas, nunca nos previnamos contra quem quer que seja, porque os pensamentos dos outros pertencem a eles e não a nós. »
(Emmanuel, livro "Rumo Certo" psicografia Chico Xavier)
quarta-feira, 22 de março de 2017
Ofereça sua vida a você
Ofereça a sua vida a você
(Calunga - livro "Um Dedinho de Prosa")
"Que beleza a alegria de cada momento! O que é a vida senão esse monte de momentos? Viver o momento com tudo o que ele tem para lhe oferecer, sem pensar. Não pensar em mais nada senão na coisa que está à sua frente, naquilo que você está fazendo, prestando atenção de corpo inteiro; ser integral com esse momento, entregando-se para sentir as sensações. Que presente bom, se você se der a importância e o respeito suficientes para se oferecer assim mesmo sua própria vida, dedicar sua vida a você. Presente divino da natureza, os momentos! Cada momento com suas coisas mais simples, mais vulgares, mais cotidianas. Que beleza você poder ser cotidiana, ser simples e vulgar com esta simplicidade. Que beleza você deixar os seus sentidos viverem com abundância o que existe no agora. Que prazer é viver assim, pois assim é o prazer da vida. O prazer da vida é o alimento do espírito. O espírito se alimenta, minha filha, não é de preces, não é de religião, nem só de amor. O amor verdadeiro é se deixar amar. O se deixar amar é se deixar gostar. E se deixar gostar é gostar de cada momento, encontrando nele o seu melhor pensamento, a sua melhor atitude, dirigindo a sua atenção para o atraente, para o melhor, para o mais bonito, para o mais eficiente e para o mais admirável. Se você se der o prazer, vai disciplinando a suamente a não se transformar num instrumento de sofrimento e dor, como ela é até agora. Você vai vencendo a ansiedade e a angústia, vai vencendo as expectativas, o criticismo, o julgamento, as idéias erradas, o medo, todas as desgraças. E, acima de tudo, vai matando todas as fomes que você tem de alma, de ser humano. As pessoas pensam: - Puxa, Calunga, eu sofro muito. O mundo é terrível. As pessoas são muito ingratas, não ligam para as outras. As pessoas são agressivas e violentas, são indiferentes. - Mas será que você não está falando das suas necessidades? Será que não é você que é violenta consigo, indiferente consigo? Será que não é você que não se deu a atenção devida? O que é, em poucas palavras, a gente dar atenção para nós mesmos? Atenção para si é prestar atenção nas coisas, é senti-Ias de corpo inteiro a cada momento. Neste momento, você me ouve e nossa energia se entrelaça: há o seu interesse de ouvir e de aprender e o meu interesse de me repartir com você, de me expandir na sua atenção. O seu momento está cheio do que você está fazendo aí. O momento é o momento. E esse seu momento está cheio do seu corpo. No seu corpo, há centenas de sensações por minuto, sensações que são vida. O pensamento quer levá-Ia para onde você não está. Levá-Ia para as fantasias, muitas vezes, mórbidas, esquisitas, destrutivas. Muitas vezes, leva ao delírio da divagação do impossível. No entanto, o seu corpo permanece ali, presente, firme, lembrando-lhe a realidade. Que o alimento diário é a realidade. São as milhões de sensações da luz, das pessoas, das coisas que você está sentindo, do que está fazendo. Quando o pensamento se harmoniza com o presente, quando ele se integra, a inteligência nos ajuda a fazer a nossa vida melhor. Quando nós ignoramos o presente, o momento, as sensações e deixamos nossa cabeça funcionar, criamos a mente, ou a mentalidade, que são os monstros que nos perseguem. Se você quer melhorar a sua auto-atenção, para evitar essa busca constante da atenção alheia, da dependência do outro, do carinho e da presença do outro, a custa de sacrifícios terríveis para você, se dê você a você mesma, dê atenção às suas impressões cotidianas. É tão simples, tão barato, tão fácil que basta apenas o seu capricho para consigo para que você melhore profundamente a sua qualidade de vida. É um exercício porque você não está habituada a isso, está habituada a pensar, desfazendo-se dos momentos e a passar dias, horas e semanas longe dos seus momentos. No entanto, é necessário um exercício de atenção e persistência para restabelecer a sua relação com a vida, com o momento. Essa paz e essa satisfação geram em você a satisfação do futuro. Portanto, namore os seus momentos! O valor que se dá à vida, A vida retribui em valores. A vida traz coisas preciosas que para você terão grandes significados, seja o preenchimento de suas metas, seja o preenchimento das suas necessidades fundamentais, seja o carinho com que ela traz as coisas fáceis na nossa mão, a beleza dela. Você não pode ver a beleza, porque vê apenas a sua mente. Preso à mente, você não percebe os encantos da vida. Para você a vida é dura e difícil, uma luta constante que, na verdade, não passa de um tormento e de um pesadelo que você vive na sua cabeça. O curso da vida continua como um rio que não pára. Continua sempre bonito, sempre farto, sempre estimulador e amoroso, porque somos os filhos da vida. E ela nos trata com imensos cuidados. No entanto, a nossa falta de vigilância, a nossa irresponsabilidade para com ela e para conosco nos leva a criar hábitos mentais que nos distanciam dos momentos. A dor e o sofrimento, portanto, são apenas os chamados da vida, o alerta para as sensações. Quanto maior a dor, mais estamos alienados de nós, da nossa verdade, dos nossos momentos. Portanto, a dor tem esse papel. Infelizmente, é o único que faz com que nós reacordemos para aquilo que somos, para aquilo que está acontecendo. É muito fácil entrarmos na mente e nos fascinarmos por ela. Fascinarmos pelos pensamentos, pelas imagens, pelas projeções, arder em desejo. E o desejo é mais forte quanto maior for a nossa alienação de nós. Somos distantes das nossas verdades, somos distantes das nossas verdadeiras necessidades. Interpretamos as nossas necessidades da maneira mais absurda e transformamos as nossas necessidades em desejos e os desejos nos aprisionam nos impulsos enfurecidos que sempre nos levam a grandes decepções, a grandes mágoas, a grandes perdas. Acordar para a vida verdadeira, acordar para a sua verdade a cada instante, ir fundo na percepção real de suas necessidades. Essa é a nossa meta, o nosso método, o nosso meio simples: atenção para si, atenção para suas sensações. Esquecer esse imenso poder que você deu para os outros e começar a reconsiderar-se, a olhar para si e a se dar o poder, o poder de estar em si, preencher-se, lotar-se. Esquecer o mundo e os valores que a sua mente lhe ensina: dar importância demais para os outros, da necessidade do outro, da necessidade das pessoas em volta de nós, do falatório com o qual a gente se perde tanto para ouvir o seu corpo que fala, para ouvir as suas sensações que lhe falam, para ouvir o que o seu íntimo lhe fala. Em nós, o Universo habita. O Universo habita em cada casa interior. É ali que Ele nos ensina os mistérios da existência. Os sábios são aqueles que vivem da própria fonte interior. E todo mundo pode ser um sábio, sem jamais cursar uma universidade, sem jamais ir a uma escoIa, pois a escola da vida é o reconhecimento de que as verdades estão dentro de nós. Este curso de aperfeiçoamento interior é você mesmo que se dá, se sentir que tem verdadeiramente a coragem de sair da sua mente e cair no seu coração. Ali, no interior, fala a voz daquele ser no seu peito que quer e que precisa apenas da sua atenção, apenas da sua confiança em si para brilhar e gozar as delícias da sua vida hoje. Pois a sua vida está cheia de coisas hoje que você não está vivendo. Não precisamos, portanto, sofrer e lutar para conquistar a paz. Não precisamos do sacrifício e da mortificação a fim de que encontremos a bênção do Poder Universal no futuro, porque Ele lhe abençoa hoje. Sua bênção está aqui agora. O pão que sacia a fome do espírito está na mesa. É você que não olha para ela. O seu banquete é agora. Seu banquete é neste instante. Por que você não relaxa no instante? Relaxe da sua mente, relaxe dos seus delírios do passado, das angústias do futuro e relaxe neste instante. Fique com este instante, abrace-se no instante. Deixe penetrar em você as vibrações da vida no fluxo constante de suas transformações. Vamos, é tão simples! "
(Calunga - livro "Um Dedinho de Prosa" - piscografado por Luis Antônio Gasparetto)
domingo, 19 de março de 2017
A Visão de Enoch Uma “revelação” onde Deus fala ao homem
A Visão de Enoch
Uma “revelação” onde Deus fala ao homem
Te falo. Serena-te, reconhece que Sou Deus.
Te falei quando nasceu. Serena-te, sou Deus.
Te falei em sua primeira contemplação. Serena-te e reconhece, Sou Deus.
Te falei em tua primeira palavra. Serena-te e reconhece, Sou Deus.
Te falei em teu primeiro pensamento. Serena-te e reconhece, Sou Deus.
Te falei em teu primeiro amor. Serena-te e reconhece, Sou Deus.
Te falei em teu primeiro cântico. Serena-te e reconhece, Sou Deus.
Te falo através do pasto das pradarias. Serena-te e reconhece, Sou Deus.
Te falo através das árvores dos bosques. Serena-te e reconhece, Sou Deus.
Te falo através dos vales e das colinas. Serena-te e reconhece, Sou Deus.
Te falo através da montanha sagrada. Serena-te e reconhece, Sou Deus.
Te falo através da chuva e da neve. Serena-te e reconhece, Sou Deus.
Te falo através das ondas do mar. Serena-te e reconhece, Sou Deus.
Te falo através da umidade da manhã. Serena-te e reconhece, Sou Deus.
Te falo através da paz do entardecer. Serena-te e reconhece, Sou Deus.
Te falo através do fulgor do sol. Serena-te e reconhece, Sou Deus.
Te falo através das estrelas brilhantes. Serena-te e reconhece, Sou Deus.
Te falo através das nuvens e das tormentas. Serena-te e reconhece, sou Deus.
Te falo através do trono e do relâmpago. Serena-te e reconhece, Sou Deus.
Te falo através do arco-íris misterioso. Serena-te e reconhece, Sou Deus.
Te falarei quando estiver só. Serena-te e reconhece, Sou Deus.
Te falarei através da sabedoria dos antigos. Serena-te e reconhece, Sou Deus.
Te falarei quando haja visto a meus anjos. Serena-te e reconhece, Sou Deus.
Te falarei por toda a Eternidade. Serena-te e reconhece, Sou Deus.
Te falo. Serena-te e reconhece, Sou Deus.
quarta-feira, 10 de junho de 2015
Recado de São Francisco de Assis
Recado de São Francisco de Assis
"Sei que lágrimas de dor vertes agora dos teus olhos, dia em que teu cão se foi, e se afastou de ti e se aproximou de Deus. Todavia, dou-te uma nota feliz neste dia tão triste: jamais Deus teria sido injusto com os animais! Por isso, não importa quem está nascendo ou morrendo, há sempre alguém chamando por ti: VIVA!
Agora mesmo, neste exato instante em que choras, teu anjo amado segue e evolui... Brilha na imensidão do espaço e volta, manso e feliz ao aconchego das almas! Com tua mania racional, teimas em duvidar, mas nada importa, senão continuar a VIVER! As hostes dos Anjos e Francisco cuidam das luzes em pelos e preparam suas patas para uma nova vida.
Enxuga teu rosto e acredita! Fizeste a parte que te cabe no mundo... Um sonho jamais termina num último miado nem se pode calar os latidos de um dia. Então podemos crer novamente. VIVA!
É que o Criador adora suas crias! E deixa que elas permaneçam sempre vivas na memória dos que ficam... Elas cumpriram com o seu Divino mandato: Amar- te!"
quinta-feira, 4 de junho de 2015
A luta dos opostos
A LUTA DOS OPOSTOS
Grande Mestre dizia: –“Buscai a iluminação que tudo mais se vos dará por acréscimo”. O pior inimigo da iluminação é o “Eu”. É necessário saber que o “Eu” é um nó no fluir da existência, uma obstrução fatal no movimento e no fluxo da vida. Foi feita a seguinte pergunta a um Mestre: – “Qual é o caminho”? – “Que magnífica montanha” – disse o Mestre referindo-se à montanha que havia em seu retiro. – “Não pergunto acerca da montanha senão acerca do caminho”. – “Enquanto não possas ir mais além da montanha não poderás encontrar o caminho” – replicou o Mestre. Outro monge fez a mesma pergunta ao mesmo Mestre que respondeu: – “Está além, justamente diante de teus olhos”. – “Por que não posso vê-lo”? – “Porque tens idéias egoístas”. – “Poderei vê-lo senhor”? – “Enquanto tenhas uma visão dualista e digas: eu não posso ou coisas desta natureza, teus olhos estarão obscurecidos por essa visão relativa”. – “Quando não houver nem eu nem tu é possível vê-lo”? – “Quando não houver nem eu nem tu quem quer ver”? O fundamento do “Eu” é o dualismo da mente. O “Eu” é sustentado pelo batalhar dos opostos. Todo racionalismo fundamenta-se no batalhar dos opostos. Quando dizemos: “fulano de tal é alto” queremos dizer que não é baixo. Quando dizemos: “estou entrando”, queremos dizer com isto que não estamos saindo. Quando dizemos: “estou alegre”, afirmamos com isto que não estamos tristes etc. Os problemas da vida não são senão formas mentais com dois pólos: um positivo e outro negativo. Os problemas se sustentam na mente e também são criados pela mente. Quando deixamos de pensar, inevitavelmente o problema termina. Alegria e tristeza; prazer e dor; bem e mal; triunfo e derrota representam o batalhar dos opostos, mecanismo no qual se fundamenta o “Eu”. Toda a vida miserável que vivemos vai de um oposto a outro: triunfo-derrota; gostodesgosto; prazer-dor; fracasso-êxito; isto-aquilo etc. Necessitamos libertar-nos da tirania dos opostos e isso só será possível quando aprendermos a viver, de instante a instante, sem abstrações de nenhuma espécie, sem sonhos, sem fantasias. Havereis observado como as pedras do caminho ficam pálidas e puras depois de um aguaceiro? A pessoa só pode murmurar um “ó” de admiração. Nós devemos compreender esse “ó” das coisas, sem deformarmos essa exclamação divina com o batalhar dos opostos. Joshu perguntou ao Mestre Nansen: – “O que é o Tao”? – “A vida comum”– respondeu Nansen. – “Como se faz para se viver de acordo com ela”?
– “Se tratas de viver de acordo com ela, fugirá de ti... Não trates de cantar essa canção, deixa que ela cante por si mesma. Acaso o humilde soluço não vem por si só”? Meus irmãos, recordem neste Natal a seguinte frase: “A Gnosis se vive em fatos, morre nas abstrações e é difícil de ser encontrada mesmo nos pensamentos mais nobres”. Perguntaram ao Mestre Bokujo: – “Temos que nos vestir e comer todos os dias. Como poderíamos escapar disso”? O Mestre replicou: – “Comendo e vestindo”. E o discípulo falou: – “Não compreendo”. O Mestre então respondeu: – “Então se vista e coma”. Esta é a ação livre dos opostos: comermos e nos vestirmos. Por que fazermos disto um problema? Por que ficarmos pensando em outras coisas enquanto comemos e nos vestimos? Se você está comendo, coma; se você está se vestindo, vista-se; se você está andando pela rua, ande, ande, ande... porém, não pense em outra coisa. Realize unicamente o que você está fazendo, não fuja dos fatos, não os encha com tantos significados, símbolos, sermões e advertências. Viva sem alegorias; viva com a mente receptiva de instante a instante. Amadíssimos irmãos gnósticos que hoje celebram conosco a Festa do Natal, compreendam que estou falando da via-da-ação, livre do batalhar doloroso dos opostos. Ação sem distrações, sem escapatórias, sem fantasias, sem abstrações de nenhuma espécie. Amadíssimos irmãos, modifiquem seus caracteres através da ação-inteligente, livre do batalhar dos opostos. Quando as portas da fantasia são fechadas, o órgão da intuição é despertado. A ação, livre do batalhar dos opostos, é ação intuitiva, é ação plena. Onde houver plenitude o “Eu” estará ausente. A ação intuitiva nos conduz diretamente ao despertar da Consciência. Trabalhemos e descansemos felizes abandonando-nos ao curso da vida. Esgotemos a água turva e podre do pensamento habitual para que, no Vazio, a Gnosis possa fluir e possibilite a alegria de viver. Esta ação-inteligente, livre do batalhar dos opostos nos leva a um ponto no qual algo deve romper-se. Quando tudo marcha bem, rompe-se a rigidez do pensar e, então, a Luz e o Poder do Íntimo penetram como torrentes na mente que deixou de sonhar. Portanto, no mundo físico e fora dele, durante o sono do corpo material, viveremos totalmente conscientes e iluminados, gozando nos mundos superiores da felicidade da vida. Esta tensão contínua da mente, esta disciplina, nos leva ao despertar da Consciência. Quando estamos comendo e pensando em negócios, é claro que estamos sonhando; quando estamos dirigindo um automóvel e estamos pensando na nossa noiva, é lógico que não estamos despertos, estamos sonhando; quando estamos trabalhando e ao mesmo tempo recordando do compadre, da comadre, do amigo ou do irmão, etc., é claro que estamos sonhando. A gente vive sonhando no mundo físico e também nos mundos internos, durante os períodos em que o corpo físico está dormindo. É necessário deixarmos de sonhar nos mundos internos. Quando deixarmos de sonhar no mundo físico despertaremos aqui e agora e esse despertar se efetivará também nos mundos internos. “Buscai primeiro a iluminação que tudo mais vos será dado por acréscimo”. Quem está iluminado vê o caminho e quem não está iluminado não pode ver o caminho. Nesse caso, pode extraviar-se facilmente no caminho, vindo a cair no Abismo.
É terrível o esforço e a vigilância que se necessita, de segundo em segundo, de instante em instante, para não se cair em sonhos e ilusões. Basta um minuto de descuido e já a mente estará sonhando ao recordar-se de algo, ao pensar em alguma coisa distinta do trabalho ou do fato que estamos vivendo no momento. Quando no mundo físico aprendermos a ficar despertos de instante a instante, nos mundos internos, durante as horas de sono do corpo físico – e também depois da morte – viveremos despertos e autoconscientes de instante a instante. É doloroso saber que a Consciência de todos os seres humanos dorme e sonha profundamente, não somente durante as horas de repouso do corpo físico senão, e também, durante esse estado chamado ironicamente de “estado de vigília”. A ação livre do dualismo mental produz o despertar da Consciência.
(Capítulo 7 do livro Técnica para dissolução do Ego de Samael Aun Weor)
sábado, 25 de abril de 2015
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